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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

4° DIA: PUNTA DEL ESTE - MONTEVIDEO

Tomamos café da manhã no hotel – muito fraco, por sinal – e saímos as 8:30 para conhecer a cidade de Punta del Este. O dia estava muito bonito e ensolarado, porém frio e ventando bastante.

Fomos a praia Brava que é uma praia de ondas muito fortes e mar escuro. Nesta praia está a escultura “La Mano”, que é o principal cartão postal da cidade. Esta escultura apresenta os dedos saindo da areia, representando a presença do homem surgindo na natureza. Muito bonito.



Visitamos então uma pequena península dentro do mar, chamada de Punta del Vapor. Nesta península encontra-se uma estatua da Nuestra Señora de la Candelaria, também conhecida como Nuestra Señora de los Artesanatos. No local existem muitas homenagens em agradecimento às graças alcançadas.



Depois fomos visitar o Farol de Punta del Este e a Iglesia de la Candelaria, que guarda uma painel com o pai nosso escrito em nada menos do que 30 idiomas. Uma pena as duas atrações estarem fechadas. Aproveitamos para tirar fotos de suas fachadas.



Seguindo pela Rambla Costanera (ou calçadão, como chamamos), passamos pela Plazoleta Gran Betaña, onde fica uma Âncora do navio Ayax- um dos participantes da batalha do Rio da Prata de 1939. O local marca o encontro do rio com o mar.



Passamos então, pelo Porto de Punta de Este. De lá saem várias lanchas para passeios em ilhas próximas. Gostaríamos de visitar a Isla de los Lobos, mas como o mar estava muito agitado, este passeio não poderia ser feito neste dia. Nossa sorte foi que encontramos um lobo marinho nas proximidades das barraquinhas que vendem frutos do mar. Aparentemente, o interessante animalzinho estava morrendo de sono, pois não abria os olhos para nada e bocejava sem parar – uma graça! A avenida do porto é repleta de restaurantes e barzinhos. Logicamente, como estamos no inverno, tudo estava fechado.



Pegamos o carro e fomos para a Av. Gorlero, principal avenida da cidade. Esta avenida esta cheia de lojas chiques e alguns restaurantes. Tudo estava fechado. Não teve graça nenhuma.



Nossa ultima atração a ser visitada era a Plaza Artigas também chamada de Praça dos Artesanatos, já que nela funciona uma grande feira artesanal. Todas as barracas estavam fechadas.



Nosso plano era passear o dia todo em Punta del Este e dormir na cidade. Irritados com a preguiça dos Uruguaios em trabalhar no inverno, decidimos seguir viagem e partir para Montevideo.

Após fazer o check out no hotel, passamos novamente em frente ao Hotel e Cassino Conrad para tirar algumas fotos.



Resolvemos visitar algumas atrações em Punta del Este que não tínhamos visitado no dia anterior por falta de tempo. Uma delas é a Ponte Leonel Vieira, também conhecida como Ponte Ondulante, pois tem o formato de ”M”. Passar por essa ponte por quatro vezes talvez tenha sido a melhor parte da viagem até agora! Dá um friozinho na barriga divertido.





Fomos também ao Museo del Mar (URU $100,00 por pessoa) em La Barra de Maldonado. Este museu tem peças marinhas do mundo todo e uma coleção de fotografias antigas de Punta del Este bem interessante, principalmente a parte dedicada aos piratas.



Para ir de Punta del Este até Montevideo, pegamos a RP 10, estrada que segue a praia. No caminho paramos em Punta Ballena e visitamos as Grutas de la Ballena – um lugar muito bonito, lapidado pela natureza, porém estragado pelo homem: lixo no chão e rochas pixadas. Ficamos com medo de nos aventurarmos pelo interior das grutas, pois estava muito escuro, vazio e abandonado.



Saindo das grutas percorremos a Ruta Panoramica de Punta Ballena- uma estradinha pequena que vai em direção ao mar- e o Museo Casapueblo (R$12,00 por pessoa). Na Casapueblo fica o ateliê do pintor e escultor Vilaró e algumas peças suas à venda. A vista da casa é estonteante e dizem que dela pode-se ver o mais bonito por do sol. Infelizmente não pudemos ficar para o espetáculo, pois queríamos seguir em frente.




Na estrada entre Punta Ballena e Montevideo pagamos dois pedágios de URU $ 50,00 cada um. Vale lembrar que o pagamento destes pode ser feito em Pesos Uruguaios, Argentinos, Dólares e Reais - ótima alternativa para nós, que estávamos sem nenhum peso.

A viajem até Montevideo é tranquila e rápida (130 Km). Chegamos em Montevideo ainda de tarde, e novamente os hotéis que havíamos pesquisado na internet não deram certo. Achavamos que se ficássemos no centro da cidade estaríamos melhor atendidos, mas nos enganamos. O centro de Montevideo é muito bagunçado, não tem estacionamentos e cheio de sujeitos mal encarados.

Desistimos do centro e optamos pelo Hotel IBIS, que tem a mesma qualidade em todos os locais. O único problema deste hotel é que todos os serviços são pagos a parte: estacionamento, café da manhã e internet. Ainda assim nos sentimos mais seguros e confortáveis.

Jantamos no hotel e fomos dormir.

Total de quilômetros rodados no dia (incluindo os passeios): 198 Km

OBS.: Atualizamos o post do 2° dia com vídeos. Confiram!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

3° DIA: PORTO ALEGRE - PUNTA DEL ESTE

Saída de Porto Alegre: 06:50
Chegada em Punta del Este: 17:15

Acordamos bem cedo, pois tinhamos uma longa distância a percorrer, já que no dia anterior resolvemos parar antes. Partimos de Porto Alegre, com um friozinho de 6°C rumo à cidade que fica no ponto sul mais extremo do Brasil - Chuí.

Novamente seguindo pela BR 116, encontramos a mesma situação dos dias anteriores: pista única e diversos caminhões. Porém, desta vez, um dia muito bonito e ensolarado para compensar. Após passar a cidade de Pelotas, pegamos outra BR - a 392. A partir deste ponto começamos a ver as primeiras placas que indicavam a distância para Montevideo - animação total!



Após ficarmos pouco tempo na BR 392, pegamos um acesso para a BR 471 e esta foi a nossa alegria. A estrada, apesar de pista única, estava completamente vazia e em boas condições. Tivemos que nos controlar para não ultrapassar dos 140 km/h (limite 80 km/h). A vontade de chegar logo era grande...

A BR 471, por 15 Km corta a Reserva Ecológica do Taim - também chamado de Pantanal Gaúcho. Esta reserva é cheia de charqueadas, aves exóticas e muitas vaquinhas. Paisagem lindíssima!!!! Impossível não parar para tirar algumas fotos. Uma pena encontrarmos tantos animais mortos na estrada...



Importante: Nos primeiros100 kilometros que pegamos da BR 471 não há postos de gasolina, por isso é muito importante se programar para não ficar sem combustível. Ainda assim, quando começaram a aparecer os postos, grande parte deles estava fechado ou em reforma. 

Enfim, chegamosperto da fronteira Brasil/ Uruguay. Como marinheiros de primeira viagem, não sabíamos o que fazer direito ou para onde ir, mas no final deu tudo certo... Ficamos sabendo que o controle de entrada de alimentos no Uruguay era bem rigoroso, então, paramos no acostamento e nos desfizemos de alguns morangos que trazíamos. Os outros alimentos (industrializados) escondemos nas malas, pois ficamos com dó de jogar fora.



Na aduana brasileira, paramos para registrar os equipamentos que estavamos levando para fora do Brasil, como câmeras fotográficas, notebook, celular e GPS. Este registro é feito por meio de uma Declaração de Bens que já havíamos impresso e preenchido antes mesmo da nossa viagem. Além da Declaração, os equipamentos devem estar em mãos para este processo.

Poucos metros depois a bagunça se instala! Chegamos ao Chuí/Chuy - um cidade que divide os dois países apenas por uma avenida. Do lado brasileiro a avenida se chama Uruguay. Do lado uruguaio a avenida de chama Brasil. Esta avenida é cheia de free-shops, camelôs, casas de câmbio e pessoas que falam portunhol fluentemente. Ninguém sabe o que é de quem! Aproveitamos para trocar um pouco de dinheiro em uma das casas de câmbio e eles etavam pagando bem: R$ 1,00 = $ 11,00. Tentamos achar um lugar para almoçar, mas naquela bagunça era praticamente impossível...



Seguimos viagem e em 2 Km chegamos na aduana uruguaia. Nesta aduana, tivemos que preencher nossas "tarjetas de entrada", carimbar nossos passaportes (opcional). Quando voltamos para o carro, tivemos que apresentar para um sujeito que nos esperava o documento do carro, a carta-verde e passar por um rápido e amigável questionário:

- Tem algum alimento ou compras no carro?
- Não, nada! Acabamos de chegar.
- Ah, então tá bom. Boa viagem!

Ufa, que sorte! Tinhamos um monte de bolachas, barrinhas de cereal, chicletes, chá, água e sucos no carro. Detalhe: Uma garrafa de chá estava bem visível...

Do Chuy até Punta del Este são aproximadamente 200 Km. Desta vez, tivemos que ficar dentro dos limites de velocidade (110 km/h), pois já não estavamos mais "em casa". Após 35 Km do Chuy, passamos pela Fortaleza de Santa Tereza, mas estava fechada. Tiramos algumas fotos de sua fachada.



Todos os postos e lojas de conveniência estavam fechados. Passamos muita fome na estrada e comemos algumas besteirinhas que estavamos trazendo de São Paulo (bolachas, barrinhas de cereal, etc.).

O trajeto a partir do Chuy foi feito pela RN 9. Mas, como queríamos fazer a viagem margeando a costa, pegamos a RP 10 (que não está nos mapas) a partir da cidade de José Ignacio. Conseguimos achar a RP 10, pois pedimos indicação para algumas pessoas no caminho. Somente em José Ignacio conseguimos abastecer o carro. Seguimos em frente... Da estrada cinseguimos assistir a um por do sol espetacular.


Chegamos em Punta e fomos direto para o hotel que havíamos pesquisado na internet. Ainda bem que desta vez deu certo. Os preços eram os mesmos e o hotel condizente com as fotos. Fizemos o check-in e saimos para tentar conhecer um pouco da cidade à noite. Fomos ao Casino Conrad - muito bonito e imponente - mas não jogamos. Ficamos tristes de não encontrar o Amaury Jr. por lá.



Procuramos um restaurante para jantar, mas adivinhem só: TUDO FECHADO. Parece que o Uruguai não funciona no inverno. Encontramos um único restaurante aberto: Los Caracoles. Foi o escolhido da vez... Comemos duas milanesas e tomamos uma cerveja Patrícia, gastamos em torno de R$ 80,00 com o serviço. Voltamos para o hotel e fomos dormir.

Total de kilometros rodados no dia (incluindo os passeios): 762 Km